Floristics and Economic Botany of Acre, Brazil
Florística e Botânica Econômica do Acre, Brasil
Manual das Palmeiras
do Acre, Brasil
Manual of the Palms
of Acre, Brazil
Evandro
Linhares Ferreira
Instituto Nacional de Pesquisas/Universidade Federal do Acre
Bactris N. J. Jacquin ex Scop., Intr. Hist. Nat. 70. 1777.
Guilielma Martius, Palm Fam. 21. 1824.
Augustinea H. Karsten, Linnaea 28: 395. 1857.
Pyrenoglyphis H. Karsten, Linnaea 28: 607. 1857.
Amylocarpus Barbosa Rodrigues, Cont. Jard. Bot. Rio de
Janeiro 3: 69. 1902.
Yuyba (Barb. Rodr.) L. H. Bailey, Gent. Herb. 7: 416.
1947.
Palmeiras monóicas, armadas, caulescentes ou acaulescentes, de pequeno a grande porte. Estipe solitário ou cespitoso, aéreo, ereto ou inclinado, ou curto e subterrâneo, delgado a robusto, com ou sem bainhas foliares persistentes, com ou sem espinhos. Folhas pinadas ou inteiras, reduplicadas, bainha, pecíolo e raque geralmente espinhosos, espinhos de cor negra, cinza, marrom ou amarela, de secção circular a achatada; bainha aberta ou fechada, sem formação de pseudocaule, às vezes fibrosa; pecíolo curto a alongado; raque curta a alongada; pinas lineares, linear-lanceoladas ou sigmóides, regular ou irregularmente dispostas na raque e arranjadas em um ou vários planos. Inflorescência interfoliar ou infrafoliar, curta ou alongada, armada ou inerme, ramificada ou espigada; pedúnculo originando 1 profilo e 1 ou raramente 2 brácteas pedunculares; raque originando poucas a numerosas ráquilas simples. Flores em tríades, regular ou irregularmente distribuídas na base ou por toda a ráquila, ou apicalmente apenas flores masculinas solitárias ou em pares; flores estaminadas com 3 sépalas conadas formando um cálice trilobado; 3 pétalas conadas até a metade, livres e valvadas acima; o cálice sempre mais curto que a corola; 6 estames, raramente 12; pistilódio diminuto ou ausente; flores pistiladas com cálice anular, cupular ou tubular, às vezes espinuloso; corola tubular; cálice mais curto, similar ou mais longo que a corola; estaminódios diminutos ou ausentes, ou proeminentes e formando um anel estaminodial; gineceu sincárpico, trilocular, triovulado. Frutos globosos, elipsoidais, obovóides ou ovóides; resíduo estigmático apical; epicarpo delgado, liso ou espinuloso, vermelho, laranja, amarelo, magenta, violáceo ou enegrecido; mesocarpo suculento, carnoso, farinhento, pouco ou muito fibroso; endocarpo espesso, ósseo, com 3 poros dispostos no mesmo nível ou um dos poros deslocados apicalmente, fibroso ou liso. Semente 1; endosperma homogêneo; embrião oposto aos poros; germinação adjacente ligular. Eófilo bífido.
Gênero com aproximadamente 73 espécies (Henderson, em publicação), distribuídas por todo o neotrópico, desde o nível do mar até 1.700 m de altitude. Podem ser encontradas em florestas primárias, secundárias, campos naturais, várzeas e áreas de pastagens. A maior diversidade de espécies ocorre na região Amazônica (Henderson, 1995). Pelo menos 16 espécies são encontradas no Acre, entretanto a variabilidade de espécies complexas como B. maraja, B. major e B. simplicifrons sugerem que este número seja bem maior.